segunda-feira, maio 05, 2008

Memórias de um ditador


Hoje, soube que Saddam Hussein escreveu um diário, enquanto foi mantido preso, em 2006. A notícia era de que ele temia pegar Aids (ou outra doença venérea)por "dividir a mesma lavanderia que os guardas norte americanos" que o mantinham na prisão. "Que diferença faria se realmente pegasse?", pensei. Gelei, imaginando se por um segundo, o ditador tivesse sido ingênuo o bastante para acreditar que os EUA o mantivessem vivo.
O vídeo da execução de Saddam Hussein percorreu o mundo via internet. Eu me lembro de assisti-lo com o horror duplo do "olho por olho, dente por dente". Aliás, não acreditava assistir algo assim em pleno século XXI. Mas o que mais me chocou foi a expressão do ditador, segundos antes da morte. Não tinha um ar desolado e indefeso do sujeito apanhado em um buraco no chão. Havia um certo conformismo, desonfortante até. "no que será que ele pensou, momentos antes da execução?"
Talvez, tenha só pensado que seria melhor morrer enforcado do que por uma doença venérea.



Devagar e sempre, o AVT volta à cena. Ainda intolerante à luz do monitor, mas atento a todos os textos que escrevem nossa experiência cotidiana.
Bem vindos de volta!

2 Comments:

Blogger Priscila Cunha said...

Não digo que tenha sido o maior porque a concorrência é bem grande, mas um dos mais ditadores da história escreveu um diário. O que teria pra dizer? Nada é escrito sem que alguém queira que haja ao menos um leitor. O que Saddam gostaria de deixar para o mundo? O que pensa um ditador dias antes da morte?
É uma pena que nós não temos acesso a isso, manuscritos em qualquer papel, na cadeia, agora, documentos históricos. E também é evidente que essas são informações que dificilmente o governo americano deixaria passar. Só espero que ao menos, vá para alguma "área 51" ou pra um lixo e não vire simplesmente cinzas.

7:42 PM  
Anonymous Anônimo said...

Primeiro:

welcome back!

hehe

Bem, Pri, realmente seria ótimo se um dia os escritos viessem a público. Assim, como saber o que realmente aconteceu no caso da Isabella. Mais precisamente no carro ou nos "13,14 minutos".

Mas sabe qual é a minha esperança? Um dia sabermos de algo através de um cineasta! hehe

Um filme sobre esses momentos.... como A Queda, sobre Hittler.

beijo! E que bom que o AVT está de volta!!!!

9:32 AM  

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