Eleições (5) - Mesa Redona, parte 1/2
1º ROUND
Tema sorteado: segurança pública.
Gustavo Valadares começa perguntando a Márcio Lacerda o que este fará para reduzir a criminalidade, se for eleito. Lacerda diz que a Prefeitura tem feito um bom trabalho e que a criminalidade reduziu, principalmente, no centro da capital. Sugere uma tropa semelhante à Guarda Municipal para auxiliar as polícias civil e militar. Deseja ampliar o programa "Olho Vivo", principalmente, em Venda Nova e Barreiro. E incentivar programas de capacitação profissional e lazer para os jovens.
Gustavo responde dizendo que também quer criar uma tropa para ajudar as polícias civil e militar.
Márcio diz que a PBH já tem tropa semelhante. E lembra que também é preciso reduzir a violência sofrida pelas mulheres em casa.
Tema sorteado: Saúde.
Márcio pergunta à Jô Moraes se a aliança (que gerou a candidatura dele) pode resolver o problema da saúde. Jô diz que a campanha de Márcio uniu partidos de visões totalmente diferentes. Um lado que privilegia privatizações e o outro, que busca atrair recursos para projetos assistencialistas.
Márcio acusa Jô de perseguir a aliança e de tentar ganhar a eleição no "tapetão". Jô se defende dizendo que a democracia exige condições iguais e respeito alheio. Sobretudo, às normas construídas. E lembra que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) proibiu a participação do governador Aécio Neves nas campanhas.
Tema sorteado: tributos municipais.
Jô pergunta a Sérgio Miranda quais seriam as propostas orçamentárias dele para as políticas sociais. Sérgio diz que justiça tributária é a questão - chave. E parte para o ataque ao IPTU e à BHTrans. Diz que o imposto é fora da realidade e que a BHTrans se tornou uma empresa que exorbitou multas para engordar os caixas da prefeitura (acusou a empresa de premiar os fiscais que mais aplicassem multas).
Jô concorda que justiça tributária seja fundamental. Pede a retomada do ISS (imposto sobre serviço prestado) e o aumento do IPTU para aqueles que têm imóveis no valor superior a R$ 50 mil.
Sérgio diz que quando era vereador, aprovou o ISS para os bancos. E que isso virou referência em outras capitais.
Tema sorteado: orçamento do município.
Sérgio pergunta a Leonardo Quintão se este terá administração transparente, caso seja eleito. Quintão diz que isso é obrigação de qualquer administração. E parte para o ataque à PBH: "eu, como candidato, pedi à prefeitura o orçamento. Tivemos que pagar mil e tantos reais por um livreto que não tinha os contratos". Ele promete se comprometer a divulgar o orçamento completo de sua gestão, na internet. E continuou as acusações ao informar que o orçamento da capital cresceu desde 2004 e que nada foi investido no funcionalismo público e na saúde. "Onde foi parar este dinheiro?", questiona. Disse também que foi aos 27 debates promovidos pelas universidades e que orçamento municipal foi amplamente discutido ali.
Sérgio diz que para administrar uma cidade, tem que ter amplo conhecimento orçamentário. Acusou a PBH de gastar muito com terceirizações e que isso não pode continuar.
Quintão encerrou convidando a todos a visitar o site da PBH e analisar o orçamento. "Eu tentei e não tive acesso a contratos. Será que você vai ter?", pergunta ao eleitor.
Tema sorteado: saneamento básico.
Quintão pergunta a Gustavo o que acha do projeto da PBH para restaurar cinco córregos. Quis saber também o que o candidato fará em prol do meio ambiente, se for eleito.
Gustavo diz que a PBH investiu muito, mas ainda não conseguiu chegar a um bom resultado. Lembrou que apenas 30% do esgoto da capital é tratado. Para ele, este é o grande problema. Disse também que não basta limpar os córregos, tem que tratá-los. Quintão diz que a PBH vendeu as ações da Copasa e que isso ele jamais teria feito. Prometeu que se for eleito, será parceiro do governador, mas, cobrará atitudes da Copasa.
Gustavo lembra que a lagoa da Pampulha é o maior exemplo da falta de cuidado com o esgoto. Prevê que se não forem tomadas atitudes, assoreamento e poluição serão o futuro da lagoa.
2º ROUND - Temas livres
Sérgio Miranda inaugura o ataque à aliança. Lembra que o TSE proibiu a participação de Aécio Neves na campanha de Márcio Lacerda. Pergunta a Márcio se a participação do governador não traria ilegitimidade às eleições.
Márcio se defende dizendo que o TSE apenas julgou uma suspensão. Diz estranhar a reação das pessoas à aliança. Afirma que Aécio Neves teve 85% do votos quando foi eleito e que hoje, é aprovado por 90% da população. E questiona por que as pessoas querem tirar do governador o direito de indicar o candidato em quem mais confia. "A população não vê com bons olhos o apoio do governador a Márcio lacerda, 'que sou eu'" disse. Lembra que o TRE (Tribunal Regional Eleitoral) aprovou a participação do governador. E terminou, falando ao eleitor: "A participação dele é justa e isso vai ajudar a decidir seu voto em Márcio".
Sérgio Miranda diz que não condena a participação, mas, o abuso dela. Para ele, os apoiadores se sobressaíram ao candidato. Isso seria ilegimitadade e pode levar à cassação do mandato.
Márcio Lacerda diz que não há ilegalidade, que tudo foi feito dentro da lei. Segundo ele, houve uma mobilização grande de dois partidos e muito trabalho. "Uma democracia plena", concluiu.
Márcio pergunta a Quintão, como ele pretende fazer as obras do metrô sem a parceria público-privada. Quintão provoca: "muito obrigado por me escolher para o tema que eu mais gosto de falar!". E segue na resposta: o Governo federal está investindo mais de R$ 30 milhões nas cidades para a Copa do Mundo de 2014. Desse total, São Paulo teria ficado com R$ 15 bilhões; Rio de Janeiro com R$ 8 bilhões; Porto Alegre com R$ 1,5 bilhão e Belo Horizonte com apenas R$ 400 milhões que nem estariam destinados ao metrô e sim, a corredores de ônibus (a PBH teria preferido a duplicação da Antônio Carlos). Disse que a proposta é negociar esse dinheiro com o presidente Lula. E afirma: "nunca houve tanto dinheiro". Segundo ele, falta pulso da PBH. Sobre negar a parceria com o setor privado, questiona: "para quê envolver dinheiro municipal ou estadual se há dinheiro sobrando na administração federal?"
Márcio Lacerda acusa Quintão de estar desinformado uma vez que esse dinheiro anunciado ainda não faz parte do orçamento para 2009 e que a única solução viável para o metrô é a parceria público-privada.
Quintão reage dizendo que é Márcio quem demonstra não saber do que está falando. Garante ter estado presente em uma reunião em que a verba de São Paulo foi liberada ("eu estava na reunião e vi São Paulo receber R$ 8 milhões"). Disse que não se referiu a 2009 e sim, a 2014. E ironizou: "Márcio, não se constrói um metrô em um ano". Por fim, se comprometeu a conseguir do Governo Federal a verba necessária.
Quintão pergunta à Jô se o tempo das propagandas televisivas prejudicou algum candidato. Jô diz que foi acusada por Márcio de tentar vencer no "tapetão". "Ele teve 12 minutos e eu 1 e meio. Isso é tapetão?", questionou. Disse que BH não respira democracia porque a população está com medo de obras pararem. Explicou que as obras são compromissos, recursos do Governo Federal. E convidou os eleitores a votarem pelo segundo turno, em que finalmente, os candidatos teriam o mesmo tempo no horário eleitoral.
Quintão fala para o espectador: "olha, no segundo turno, nós teremos o mesmo tempo (para apresentar a proposta). Me convide pra ir na sua faculdade. Eu vou. Aqui, na Rede Globo, tudo é muito bom, mas, não tem platéia". Terminou dizendo que nas faculdades, há vaias, aplausos e nenhuma maqueagem.
(Neste momento, Márcio pede à Isabella Scalabrini o direito de repostas por se sentir ofendido por Jô Moraes e que gostaria de esclarecer que não difundiu o medo de as obras pararem. Com um sorriso nos lábios, a moderadora disse que a produção não enxergou nenhuma ofensa)
Jô informa que o primeiro bebê belorizontino foi uma menina. E pergunta a Gustavo Valadares o que ele fará, caso seja eleito, pelas mulheres. Gustavo diz que falta políticas de inclusão no âmbito geral. "Precisamos de politcas constantes, não temporárias. Precisamos de um prefeito presente, que conheça os quatro cantos da cidade. Um prefeito com coragem. Que conheça a realidade e que viva o dia a dia de BH", disse.
Jô diz que a política de inclusão da mulher é parte dessa política 'mais geral'. "Nós, mulheres, precisamos de creches para cuidar das crianças enquanto trablhamos", disse. Propõe imediato apoio a chefes de família desmpregados e ao hospital da mulher.
Gustavo completa lembrando que também falta assistência aos jovens. Para ele, a Prefeitura precisa criar oportunidades de lazer, educação e inserção no mercado de trabalho. "Só assim, se tem uma BH mais digna", conclui.
Gustavo pergunta a Sérgio Miranda: como resolver o caos do trânsito na capital? Sérgio responde que a solução é incentivar transporte público, principalmente, o metrô. "É uma idéia de custo benefício. Se o trabsporte público for mais rápido, seguro e barato, a população vai optar por ele", esclarece. Para ele, não é fazendo novas avenidas ou túneis que a situação será resolvida. "Isso não deu certo em SP e não dará certo aqui", diz. Também defende que o prefeito tenha que ser um líder político, não basta ser gestor. E lembra que é necessário incentivar o "táxi lotação".
Gustavo concorda e critica a BHTrans: "ela não pode ser um empresa arrecadora de multas. Deve ser uma gestora do tráfico". Para ele, a única forma do metrô sair do papel é por meio da parceria público-privada. E Sérgio Miranda encerra concordando que a BHTrans não pode ser mera fiscalizadora.
E então, o que achou dos primeiros rounds do debate? Não perca os dois últimos rounds, hoje, às 15h.
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